Trabalhe com a boa literatura infanto-juvenil

Rita Foelker
As histórias que você conta são sempre as mesmas?
Pois saiba que os ensinamentos do Espiritismo são verdades universais e leis eternas. Eles não estão presentes apenas em livros espíritas. Os seres humanos têm percebido e intuído aspectos destas leis e verdades, que aparecem nas obras de arte e literatura.
As boas histórias, sejam ou não espíritas, costumam trazer princípios éticos e bons temas de reflexão.
Quando se trata de aplicar estes textos para os objetivos da Educação Espirita e de ajudar a formar bases para uma compreensão espírita da vida, é preciso que sejamos bastante seletivos e cuidadosos.
O primeiro ponto é observar se o texto apresenta de maneira correta os tópicos que são parte integrante da Filosofia Espírita, que compõem aquilo que Herculano Pires chamava de "cosmovisão espírita". Se fala de Deus, precisa estar de acordo com a concepção espírita de Deus; e assim com a reencarnação, evolução, causa e efeito, etc.
Se não toca especificamente em nenhuma dos princípios espíritas fundamentais, pelo menos, não poderá contradizê-los, nem criar ensejo para falsas interpretações.
Este é um ponto delicado, sobretudo quando se sabe que o educador espírita da criança e do jovem nem sempre teve oportunidade de adquirir forte base de conhecimento da Doutrina.
Eis porque entendemos que o educador precise ser encorajado a participar dos estudos oferecidos pela Casa, de cursos, seminários e encontros que não apenas versem sobre temas relacionados à Educação.
O segundo ponto é verificar se o livro vem acrescentar algo de importante ao universo da criança, ao seu mundo íntimo.
Afinal, se temos uma hora e meia ou duas por semana, não há tempo a perder com banalidades e literatura sem qualidade, que podem até mesmo criar rejeição ao livro em vez de cultivar o gosto da leitura.
Sugestão de Atividade: O conto vira teatro

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