Filosofia Espírita para Crianças
ATIVIDADES
Reunimos algumas sugestões de trabalhos práticos no intuito de explicar o seu funcionamento.
1. Acaso ou inteligência? Volta
Material:
- Lousa ou quadro branco.
- Caixa ou sacola contendo um quebra-cabeça (não muito difícil) totalmente desmontado.
Como aplicar:
Obs.: Se tiverem mais de 10/11 anos, comece do passo 1. Se forem menores, inicie pelo nº2.
1) Como aquecimento, inicie aplicando o jogo da Forca-frase, utilizando a seguinte frase: Não existe acaso inteligente. (Ver O Livro dos Espíritos, questão 8)
2) Apresente a caixa com o quebra-cabeça desmontado e pergunte: "Será que se eu sacudí-lo bastante e jogar no chão, o quebra cabeça poderá cair montado apenas por acaso?"
3) Jogue as peças no chão. Chame alguém que queira experimentar e repita a operação.
4) Agora, convide algumas pessoas que queiram montar o quebra-cabeça. Quando estiver pronto, pergunte: como conseguiram? De que precisaram? Observação? estratégia, memória? Tudo isto é inteligência. O acaso não pode agir com inteligência, e é preciso agir com inteligência para montar um quebra cabeça: esta afirmação está correta?
5) Pergunte mais coisas para as quais a inteligência é necessária.
6) E o Universo, é obra do acaso ou criação de uma inteligência?...
7) Prossiga o diálogo...
2. Ver dentro - ver fora Volta
3. Para que nascemos? Volta
Material:
- Figuras de crianças e famílias
- Folha de anotação e lápis para o coordenador
- Massa de modelar ou argila
Como aplicar:
1)Sente-se em círculo com as crianças e passe as figuras para que todos vejam.
2) Inicie observando que tudo que as pessoas fazem tem uma finalidade, um objetivo. Nossos pais trabalham, pra quê?... Nós nos alimentamos, pra quê?... Para quê vamos à escola? Para que vimos ao centro espírita? (Deixe que as crianças dêem suas respostas e aceite aquelas que sem estarem incorretas, representam o seu ponto de vista. Peça esclarecimento sobre as respostas que lhe pareçam incoerentes.)
3) Deus, que sabe muito mais que nós, também faz tudo com uma finalidade. Para quê existem as árvores? E o sol? E a água? E o nosso planeta Terra, pra quê foi criado?
4) E nós, pra que será que nós nascemos?... Incentive as crianças a falarem o que lhes vier à cabeça, sem se preocuparem em acertar: o importante é sua opinião. Anote as respostas e deixe o diálogo prosseguir um pouco mais. Depois, procure unir as respostas dadas e formar um consenso.
5) Distribua a massa e diga para as crianças fazerem com ela uma das coisas que Deus fez. E enquanto fazemos, vamos pensar: pra quê o Deus criou? Depois, cada um vai mostrar o que fez e dizer para que Deus o criou.
4. Escolha a frase... Volta
5. Jogo das Pistas Volta
Material:
- Pedaços de papel e fita adesiva ou etiquetas tipo "post it".
- Pacote com balas ou doces (faça um embrulho bem bonito).
Como aplicar:
1) Prepare o ambiente previamente, escondendo o pacote de doces e espalhando pistas que levem uma à outra, até chegar ao "prêmio". Use as etiquetas para isto. Ex.: Vá ao armário maior e olhe a terceira prateleira, de baixo pra cima. Siga até o pote de água e procure outra pista.Etc.
2) Quando as crianças chegarem, diga que existe um tesouro escondido para elas encontrarem. Explique que, não importa quem descubra primeiro, o tesouro será dividido por todos.
3) Quando o "tesouro" for encontrado, deverá ser trazido para o centro da sala e todos se sentarão em círculo, em volta.
4) Conte que estamos ali para aprender juntos. Aprender sobre nós mesmos, sobre Deus e sobre a vida. Explique que, sempre que conversarmos sobre um tema, todos estarão seguindo um caminho para entender aquele tema e aprendendo sobre ele, de modo que o tesouro será de todos. Quanto cada um levará para si depende de quanto prestar atenção e participar das conversas.
5) Abra o pacote e divida o conteúdo entre as crianças.
6. Jogo da Clareza Volta
Material:
- Folhas para anotação e canetas
- Cópias do texto pesquisado para o tema, uma por aluno.
Como aplicar:
1) Forme o círculo de crianças e alguém é convidado a sair da sala.
2) Os outros escolhem um objeto ou palavra para descrever à pessoa que saiu.Cada um pensa numa de suas qualidades ou num adjetivo que o caracteriza, mas sem dizer aos outros. (Não vale dizer o nome do objeto, nem qualquer de seus sinônimos.)
3) O pessoa retorna à sala e se coloca no centro do círculo. Um a um, os demais vão oferecendo suas pistas, para que ele tente descobrir. Enquanto isto, você ou um ajudante irá anotando as pistas que foram dadas.
4) Quando a palavra ou o objeto for descoberto, serão lidas todas as pistas oferecidas. Vamos perguntar a quem descobriu: Qual foi a pista que o levou a descobrir? Houve alguma pista que não ajudou em nada? Houve alguma pista que o confundiu?
5) Quando vamos falar de qualquer assunto, há sempre informações básicas, essenciais, e outras que são dispensáveis. Neste assunto de que estamos falando, quais são as informações fundamentais?
6) Vamos escrevê-las? Compor um texto e verificar se todos concordam que ele dá uma idéia precisa do que é aquela palavra/objeto.
7) Entregue o texto pesquisado para que levem para casa, leiam com atenção. Peça que grifem com caneta azul as informações essenciais para o entendimento e com caneta verde as informações secundárias. O texto será discutido no encontro seguinte.
Obs.: Depois de trabalhar textos desta forma, com ou sem o jogo, você pode começar a analisar matérias opinativas (artigos, crônicas), pedindo que as crianças também grifem em vermelho o que é opinião do autor.
7. Cigarra trabalha? Volta
Sem barra
Enquanto a formiga
carrega comida
para o formigueiro,
a cigarra canta.
Canta o dia inteiro!
A formiga é só trabalho.
A cigarra é só cantiga.
Mas sem a cantiga da cigarra
seria uma barra o trabalho da formiga.
Poema de José Paulo Paes, do livro "Olha o Bicho", Ed. Ática
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Material:
Como aplicar:
1) Sente-se em círculo com as crianças e leia expressivamente o poema.
2) Pergunte se alguém conhece a fábula "A Cigarra e a Formiga". Alguém gostaria de contá-la? Se não conhecerem, conte você.
3) O poema e a fábula nos passam uma idéia diferente da cigarra. Como?
4) Por que, na fábula, a cigarra é vista como alguém que não trabalha? Afinal, o que ela faz é trabalho ou não? O que é trabalhar?
5) O trabalho é necessário, na vida? Ele pode ser ruim ou gostoso? Do que isto depende?
6) Será que outros seres na Natureza trabalham? Como seria o mundo, se ninguém trabalhasse?
7) Prossiga o diálogo...
8. Os cegos e o elefante Volta
Uma lenda oriental
Era uma vez seis cegos à beira de uma estrada.
Um dia, lá no fundo de sua escuridão, eles ouviram um alvoroço e perguntaram o que era.
Era um elefante passando e a multidão tumultuada atrás dele.
Um elefante?
Os cegos nunca tinham visto nenhum elefante, quiseram ver.
Então o guia parou o animal e os cegos começaram a examiná-lo:
Apalparam, apalparam.
Terminado o exame, lá se foi o guia com o elefante, e a multidão atrás dele.
E os cegos começaram a conversar:
- Puxa! Que animal esquisito! Parece uma coluna coberta de pêlos!
- Você está doido? Coluna que nada! Elefante é um enorme abano, isto sim!
- Qual abano, colega! Você até parece cego! Elefante é quase uma espada que me feriu.
- Nada de espada, nem de abano e nem de coluna. Elefante é uma corda, eu até puxei.
- De jeito nenhum! Elefante é uma enorme serpente que se enrola.
- Mas quanta invencionice! Então eu não vi bem? Elefante é uma grande montanha que se mexe.
E lá ficaram os seis cegos, à beira da estrada, discutindo pedaços do elefante.
Dividindo-se, incapazes de estabelecer um nexo entre os fragmentos e cada um apegado à sua pequena verdade.
O que o elefante era, de fato, escapou a todos eles.
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Material:
- Cópias do texto acima, para cada grupo.
Como aplicar:
1) Divida a turma em grupos de até 7 componentes e entregue cópias para cada um.
2) Peça que cada grupo inicie um diálogo sobre o texto: qual o significado da lenda?
3) Depois de 10 ou 15 minutos, abra os grupos formando um grande grupo, em que cada um falará do que entendeu.
4) Converse sobre as interpretações.
Obs.: Para coordenar o diálogo sobre este texto, sugerimos a leitura prévia, por parte do coordenador, de outro texto intitulado Verdade e Realidade, publicado no Jornal do Cem.
9. "Reizinho Mandão" Volta
Material:
- Livro "O Reizinho Mandão", de Ruth Rocha, Ed. Quinteto Editorial.
Como aplicar:
1) Sente-se com as crianças em círculo, contando a história e mostrando as ilustrações.
2) Pergunte o que compreenderam. Que parte acharam mais bacana?
3) Destaque algumas frases e peça opiniões sobre elas. Exemplos:
- O príncipe era um sujeitinho muito mal educado, mimado, destes que as mães deles fazem todas as vontades, e eles ficam pensando que são os donos do mundo.
- Mas tudo o que a gente faz sozinho acaba cansando. E o reizinho começou a enjoar de tanto falar sozinho.
- E o reizinho foi percebendo, devagar, o que ele tinha feito com seu povo. Aí, deu nele uma coisa no coração, uma tristeza, uma dor na consciência... (Que dor é esta?)
- Então ele resolveu dar um jeito na situação, descobrir uma forma de consertar o estrago que tinha feito. Resolveu visitar o reino vizinho...(Como era mesmo o reino vizinho?)
4) O reizinho poderia ter tido um final feliz? O que poderia fazer par isto? Peça para as crianças que escrevam outros finais, em que o rei se sinta bem.
5) Será que conhecemos pessoas parecidas com o reizinho? Como poderíamos ajudá-las? (Discutir e relacionar as soluções apresentadas.)
10. Cenoura, ovo ou erva cidreira ? Volta
Material:
- Três canecas ou panelas com água.
- Cenouras, ovos, folhas de erva cidreira e açúcar.
- Fogão.
Como aplicar:
1) Comece dizendo às crianças que as lições da vida podem estar em toda a parte, até na cozinha.
2) Coloque a cenoura, os ovos e a cidreira para ferver. Enquanto aguarda, conte esta história e converse um pouco sobre ela.
Cenoura, ovo ou erva cidreira?
Uma filha se queixou a seu pai sobre sua vida e de como as coisas estavam tão difíceis para ela. Ela já não sabia mais o que fazer e queria desistir.
Estava cansada de lutar e combater. Parecia que assim que um problema estava resolvido um outro surgia. Seu pai, um chef, levou-a até a cozinha dele. Encheu três panelas com água e colocou cada uma delas em fogo alto.
Em uma ele colocou cenouras, em outra colocou ovos e, na última, erva cidreira.
Deixou que tudo fervesse, sem dizer uma palavra.
A filha deu um suspiro e esperou impacientemente, imaginando o que ele estaria fazendo.
Cerca de vinte minutos depois, ele apagou as bocas de gás. Pescou as cenouras e as colocou em uma tigela. Retirou os ovos e os colocou em uma tigela. Então pegou o chá e o colocou em um bule.
Virando-se para ela, perguntou:
- Querida, o que você está vendo?
- Cenouras, ovos e chá de cidreira - ela respondeu.
Ele a trouxe para mais perto e pediu-lhe para experimentar as cenouras.
Ela obedeceu e notou que as cenouras estavam macias.
Ele, então, pediu-lhe que pegasse um ovo e o quebrasse. Ela obedeceu e depois de retirar a casca verificou que o ovo endurecera com a fervura.
Finalmente, ele lhe pediu que tomasse um gole do chá.
Ela sorriu ao provar seu aroma delicioso.
- O que isto significa, pai?
Ele explicou que cada um deles havia enfrentado a mesma adversidade, a água fervendo, mas que cada um reagira de maneira diferente.
A cenoura entrara forte, firme e inflexível, mas depois de ter sido submetida à água fervendo, ela amolecera e se tornara frágil.
Os ovos eram frágeis sua casca fina havia protegido o líquido interior, mas depois de terem sido fervidos na água, seu interior se tornara duro.
As folhas de cidreira, contudo, eram incomparáveis. Depois que foram colocadas na água fervente, elas haviam mudado a água!
Ele perguntou à filha:
- Qual deles é você, minha querida?
Quando a adversidade bate à sua porta, como você responde?
Você é como a cenoura que parece forte, mas com a dor e a adversidade você murcha, torna-se frágil e perde sua força?
Ou será você como o ovo, que começa com um coração maleável, mas que depois de alguma perda ou decepção se torna mais duro, apesar de a casca parecer a mesma?
Ou será que você é como a cidreira, capaz de transformar a adversidade em algo melhor ainda do que ela própria?
Somos nós os responsáveis pelas próprias decisões. Cabe a nós - somente a nós - decidir se a suposta crise irá ou não afetar nosso rendimento profissional, nossos relacionamentos pessoais, nossa vida enfim.
Ao ouvir outras pessoas reclamando da situação, ofereça uma palavra positiva. Mas você precisa acreditar nisso. Confiar na sua capacidade e tenacidade para superar mais este desafio.
Espero que, nestas semanas que se seguem, quando convidarem você para tomar um chá, você possa repassar essa história.
Autor desconhecido (adaptada por Rita Foelker)
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3) Agora tire as panelas do fogo, esfriando a cenoura e o ovo. Convide todos a experimentarem cada um.
4) Converse sobre maneiras de cada um enfrentar seus desafios. Mesmo que, no passado, tenhamos nos tornados frágeis ou duros, também aí há aprendizado, só que com maior sofrimento. Nossa alma se nutre da experiência e do conhecimento que adquirimos.
11. Um conto judaico Volta
Um conto judaico
"Um dia, a Verdade andava visitando os homens sem roupas e sem adornos, tão nua como o seu nome. E todos que a viam, viravam-lhe as costas de vergonha ou de medo. E ninguém lhe dava as boasvindas.
Assim, a Verdade percorria os confins da Terra, rejeitada e desprezada.
Uma tarde, muito desconsolada e triste, encontrou a Parábola, que passeava alegremente, num traje belo e muito colorido.
- Verdade, por que estás tão abatida? - perguntou a Parábola.
- Porque devo ser muito feia, já que os homens me evitam tanto!
- Que disparate! - riu a Parábola - não é por isso que os homens te evitam. Toma, veste algumas das minhas roupas e vê o que acontece.
Então a Verdade pôs algumas das lindas vestes da Parábola e, de repente, por toda a parte onde passava, era benvinda.
- Pois os homens não gostam de encarar a Verdade nua; eles a preferem disfarçada.
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Material e como aplicar: ver Atividade 8.
12. Pagar o mal como bem Volta
Dust in the wind (letra da música e tradução)
Música e letra: Kerry Livgren
I close my eyes, only for a moment and the moment's gone.
All my dreams pass before my eyes in curiosity.
Dust in the wind.
All they are is dust in the wind.
Same old song.
Just a drop of water in an endless sea.
All we do crumbles to the ground, though we refuse to see.
Dust in the wind.
All we are is dust in the wind.
Don't hang on, nothing lasts forever but the earth and sky.
It slips away and all your money won't another minute buy.
Dust in the wind.
All we are is dust in the wind.
Dust in the wind.
Everything is dust in the wind.
Tradução
Eu fecho meus olhos, apenas por um momento e o momento desaparece
Todos os meus sonhos passam na frente dos meus olhos em curiosidade
Poeira no vento
Tudo o que eles são é poeira no vento
A mesma velha música
Apenas uma gota de água num mar sem fim
Tudo o que nós fazemos despedaça-se no chão embora nos recusemos a enxergar
Poeira no vento
Tudo o que nós somos é poeira no vento
Não se segure, nada dura para sempre a não ser a terra e o céu
Deslizam para fora e todo o seu dinheiro não vai comprar mais um minuto
Poeira no vento
Tudo o que somos é poeira no vento
Poeira no vento
Todas as coisas são poeira no vento
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Material:
- Fotos do Coliseu de Roma (Itália)
- CD Player
- Gravação da música "Dust in the Wind"
- Cópias da letra da música
Como aplicar:
1) Mostrar as fotos do Coliseu e perguntar se os alunos têm idéia do que ele era a para que servia. Muitas pessoas foram mortas lá. Perguntar o que ele se tornou, hoje em dia.
2) Perguntar o que pode ter acontecido com os Espíritos das pessoas que morreram lá e em locais parecidos. Levantar hipóteses e anotar.
3) Contar em poucas palavras a história de Joana de Cusa (do livro "Boa Nova", de F.C. Xavier/Irmão X, Ed. FEB). Perguntar o que fez com que ela perdoasse e mantivesse a serenidade num momento daqueles.
4) Bem... e se a história fosse diferente. E se ela tivesse odiado as pessoas e revidado, o que poderia ter acontecido com ela? E com seus agressores?
5) Hoje, o Coliseu é uma ruína. O tempo a está desfazendo, como tudo o que ele representou. Entregar folhas com a letra e tradução da música "Dust in the Wind". (Levar uma gravação para os alunos ouvirem - conheço a dos Scorpions e da Sarah Brightman, mas existem outras.)
6) Pedir aos alunos que façamos que diz a música, ou seja: fechar os olhos por alguns segundos e observar que este momento se foi... já é passado.
7) Desenvolver um raciocínio, com outros exemplos, de que o mal é uma construção humana passageira e que só o bem dura para sempre. Não vale a pena retribuir o mal com o mal, pois apenas se cria sofrimento. Se não lhe damos seqüência, ele desaparece como poeira no vento.
13. Pegadas na areia Volta
Pegadas na areia
Uma noite eu tive um sonho...
Sonhei que estava andando na praia com Deus, e através do céu, passavam cenas de minha vida. Para cada cena que se passava, percebi que eram deixados dois pares de pegadas na areia; um era o meu e o outro era do Senhor. Quando a última cena de minha vida passou diante de nós, olhei para trás, para as pegadas na areia e notei que, muitas vezes no caminho da minha vida, havia apenas um par de pegadas na areia. Notei também que isso aconteceu nos momentos mais difíceis e angustiosos do meu viver. Isso aborreceu-me e, então, perguntei ao Senhor:
— Deus, tu me disseste que, uma vez que resolvi te seguir, tu andarias sempre comigo em todo o caminho. No entanto, notei que durante as maiores tribulações do meu viver havia apenas um par de pegadas na areia. Não compreendo por que nas horas em que eu mais necessitava de ti, tu me deixaste sozinho.
O Senhor me respondeu:
— Meu querido filho. Jamais eu te deixaria nas horas de prova e de sofrimento. Quando viste, na areia, apenas um par de pegadas, eram meus pés. Foi exatamente aí que te carreguei nos braços.
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Material:
Como aplicar:
1)Coloque a música para tocar. Peça para as crianças que caminhem aleatoriamente pelo espaço.
2) Enquanto caminham, explique que estão dentro de um sonho. Cada um está andando na praia que você descreve, mas sem caracterizar muito o mar, o céu, a hora do dia.
3) Continue dizendo que, neste sonho, caminhamos ao lado de Deus. Narre a história como se cada um fosse o personagem.
4) Depois, o sonho acaba e vamos acordando. Todos podem bocejar e se espreguiçar, com o se tivessem acabado de acordar.
5) Diálogo: como era o Deus de cada um? Por que será que ele era assim? Como era a praia de cada um? E o seu mar?
6) Por que cada um de nós forma uma imagem diferente, apesar das palavras serem ditas iguais para todos? Estabeleça comparações entre palavras e interpretações.
7) Pergunte sobre a mensagem do texto: qual foi o significado, para cada um?
SUGESTÕES DE LIVROS Volta
Escolha aqui histórias para contar e desenvolva suas próprias dinâmicas de grupo e diálogos com a turma.
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Título: DEUS ME FEZ ASSIM Autores: Edmar Reis Thiengo e Janize Monteiro Editora: VEDDI
Tema: Autoconhecimento pelo reconhecimento do corpo e de nossas preferências pessoais
Idade sugerida: De 4 a 7 anos
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Título: O JACARÉ E O SAPO Autores: Liliana e Michele Iacocca Editora: Ática
Tema: Diálogo; a importância da troca de conhecimentos e idéias
Idade sugerida: De 7 a 11 anos
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Título: A VISITA Autor: Ivo Marino Editora: Scipione
Tema: Imortalidade; continuidade dos vínculos afetivos após o desencarne
Idade sugerida: De 9 a 12 anos
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Título: MANIA DE EXPLICAÇÃO Autora: Adriana Falcão Editora: Salamandra
Tema: Sobre a necessidade, que todos temos, de explicar as coisas. Que explicações criamos ou arranjamos? Temos boas explicações para tudo?
Idade sugerida: De 11 a 14 anos
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Título: LIBERDADE & OUTROS TEMAS Autor: Arquimedes / Rita Foelker Editora: Gil
Tema: Em forma de diálogos filosóficos, este livro ajuda a responder importantes questões: O que é a verdade? E a justiça? E a liberdade?
Idade sugerida: A partir de 14 anos
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Título: PARA TODA CRIANÇA Prefácio do arcebispo Desmond Tutu Editora: Ática
Tema: 14 Direitos da Criança transformados em texto poético e ilustrados por grandes artistas.
Idade sugerida: A partir de 7 anos e pela vida afora
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