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Anjos da guardaGrupo FEPC
A respeito deste tema espírita, observamos crianças com alguma clareza e outras bem confusas. Isso vem, em parte, da educação no lar e de provirem de outras religiões, mas também de divulgações espíritas, que às vezes usam anjos com asinhas e outras imagens que não correspondem à visão espírita. O que podemos fazer a respeito? Como falar destes anjos sem fazer confusão com todo este "modismo" de anjos em livros e programas de rádio e TV?
A idéia que propomos nos dois planos a seguir seria não começar diretamente falando de um "ícone" como o anjo-da-guarda, mas com algumas questões sobre sermos Espíritos reencarnados e nossa situação aqui na Terra.
Plano de trabalho 1 - 3 a 6 anosObjetivo: Refletir sobre o que é o anjo-da-guarda, como ele atua e como/quando podemos contar com ele.
Idade sugerida: 3 a 6 anos
Parte 1 (na semana anterior):
Plantar um feijão, no algodão, num copinho plástico de café.
Cada criança levará para casa um copinho onde colocaria algodão, um feijãozinho e um pouquinho de água. Depois, com a participação da mãe, cada criança regaria a sementinha durante toda a semana, até a próxima aula.
Pedir para que a criança traga um de seus brinquedos, além do feijãozinho, na próxima semana.
Parte 2: Diálogo
Ao chegar, conversaríamos sobre como é cuidar de uma sementinha. Dá trabalho? Foi bom?
E assim,enquanto o feijãozinho brota, estaríamos conversando com as crianças sobre a criação, o surgimento da vida, a proteção necessária para que a vida se estabeleça. Falaríamos, então, sobre nossa proteção, faríamos analogias, utilizando exemplos concretos para a criança começar a entender:
O que é proteger?
Como se protege uma plantinha?
Como se protege uma criança pequena?
A criança pequena protege alguém? Se "não", por que "não"?
Quais as qualidades que precisa ter "o que" ou "quem protege"?
Deus nos protege? De que formas?
Se nossos pais nos protegem, quem protege hoje nossos pais?
Contamos com algum tipo de proteção e ajuda em nosso progresso, enquanto estamos aqui na Terra?
Quem seriam estes seres que nos ajudam e protegem?
(A hipótese dos anjos surgiria, então, vinda dos alunos, e nós poderíamos verificar o que é plausível e o que não é, na idéia tradicional do anjo-da-guarda.)
Parte 3: Troca dos brinquedos
Colocar todos os brinquedos no centro do círculo, misturar e redistribuir de modo que ninguém fique com o seu próprio.
Vamos brincar agora de ser anjos-da-guarda dos brinquedos dos nossos amigos! O que precisamos ser para ser bons anjos da guarda? Vamos experimentar? Observar as reações das crianças e fazer a experiência por alguns minutos, estabelecendo tarefas para o anjo como "apresentar ao seu brinquedo protegido uma árvore", "ser carinhoso com ele", "ensina-lo a ser bom e amigo", etc. No final, cada anjo irá entregar o brinquedo de volta ao seu dono.
Parte 4: Interiorização
Agora que já temos algumas idéias sobre o anjo-da-guarda, vamos fechar os olhos e, ao som de uma música, buscar sentir o nosso perto de nós. Há algo que gostaríamos de dizer ou perguntar a ele? Isto pode ser feito, em pensamento.
Plano de trabalho 2 - 7 a 11 anosObjetivo: Refletir sobre o que é o anjo-da-guarda, como ele atua e como/quando podemos contar com ele.
Idade sugerida: 7 a 11 anos
Parte 1: Dinâmica
Formam-se duplas. Um dos participantes da dupla tem os olhos vendados por faixa ou lenço. O outro será o guia, o protetor. Todos terão de caminhar pela sala (melhor se tivermos espaço). O Protetor irá cuidar para que seu protegido não bata em ninguém e consiga chegar até um ponto determinado pelo coordenador.
Parte 2: Diálogo
Propor à turma questões, sobre a dinâmica:
Como é se pensentir (1) protegendo alguém?
Como é se pensentir sendo protegido por alguém?
Qual a nossa dificuldade em aceitar os comandos do protetor?
Qual a rapidez com que o Protetor nos livra de bater nos outros?
O Protetor pode errar?
Nós conseguimos fazer tudo o que o protetor nos comunica?
Essa comunicação é fluente, é entendida ou é difícil?
E por aí vai, quando podemos falar em protetores que tem evolução maior que a nossa mas ainda estão evoluindo, e que nós também poderemos ser protetores em um futuro...
Em seguida, dialogar sobre o tema, procurando adaptar as questões à realidade da sua turma:
O que é proteger?
Como se protege uma árvore recém-plantada?
Como se protege uma peça num Museu?
Como se protege uma criança pequena?
A criança pequena protege alguém? Se "não", por que "não"?
Quais as qualidades que precisa ter "o que" ou "quem protege"?
Deus nos protege? De que formas?
Se nossos pais nos protegem, quem protege hoje nossos pais?
Proteger é substituir?
Será contamos com algum tipo de proteção e ajuda em nosso progresso, enquanto estamos aqui? Quem seriam estes seres que nos ajudam e protegem? (A hipótese dos anjos surgiria, então, vinda dos alunos, e nós poderíamos verificar o que é plausível e o que não é, na idéia tradicional do anjo-da-guarda.)
Parte 3: Objeto compartilhado
Em uma grande folha de papel e com materiais de pintura, a turma irá montar uma representação deste Espírito, onde seus atributos seriam fruto do diálogo entre eles. Algumas questões podiam surgir, ex.: um anjo-da-guarda pode ser japonês, mulato, mulher?... Ele é jovem ou idoso? Ele pode ser músico ou escritor?
Seriam investigações interessantes, que abririam o leque das possibilidades e diluiriam a imagem mais comum do anjo-da-guarda".
Parte 4: Interiorização
Idem Plano 1
Nota:
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